Dicas de viagem para a Sicília
Tudo o que vale a pena saber antes de aterrar — dinheiro, condução, o que esperar dos ferries, e quando ir.
O essencial do planeamento
Um orçamento diário realista em euros, o coperto cobrado na maioria dos restaurantes, e a etiqueta que mantém a viagem sem atritos — a Sicília usa o euro em toda a parte, por isso não há moeda nenhuma a prever.
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Como circular
Um automóvel é quase indispensável fora dos centros históricos, mas quase todos os centros têm uma zona ZTL que multa automaticamente por câmara — alugue, estacione fora das muralhas, e entre a pé. Os comboios e autocarros cobrem razoavelmente bem as costas; o interior e as cidades mais pequenas, na sua maioria, não.
Aeroporto de Catânia Fontanarossa
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Quando ir
Abril a Junho e Setembro a Outubro são os meses mais fiáveis. No interior, o calor de Verão ultrapassa regularmente os 35 °C, com picos acima dos 40 °C, e meados de Agosto trazem o Ferragosto, quando os próprios sicilianos se dirigem para a costa. Pormenores mês a mês sobre o que esperar.
O que é bom saber sobre as dicas de viagem para a Sicília
A Sicília recompensa alguma preparação antes da chegada, e a maior parte do que apanha os primeiros visitantes desprevenidos cabe numa mão-cheia de categorias. O dinheiro é a parte fácil para quem vem da zona euro: a moeda é o euro, por isso não há taxa de câmbio a planear, mas convém contar com um coperto — uma taxa de mesa de um a três euros por pessoa — na maioria dos restaurantes com serviço à mesa, e com uma gorjeta apreciada mas não obrigatória.
O transporte começa num de dois aeroportos principais: Catânia Fontanarossa na costa leste e Palermo Punta Raisi a norte, ambos ligados às respetivas cidades por autocarro e comboio, sendo o aluguer de automóvel a opção mais prática para alcançar as aldeias do Etna, as Madonie ou a maior parte do sudeste e do sul. Conduzir na Sicília é, em geral, simples na rede de autoestradas, mas quase todos os centros históricos aplicam uma ZTL, uma zona de trânsito limitado fiscalizada por câmara, e uma entrada não autorizada significa uma multa automática enviada por correio semanas depois; estacionar na periferia do centro antigo e continuar a pé evita-a por completo.
Os comboios ligam razoavelmente bem as cidades costeiras — Palermo, Cefalù, Messina, Catânia e Siracusa — mas o serviço rareia depressa assim que se sai dessa linha, e os autocarros cobrem parte, mas não a totalidade, das lacunas. O calor molda o calendário mais do que quase tudo o resto: julho e agosto ultrapassam regularmente os 35 °C no interior, com picos acima dos 40 °C, o que desaconselha muitas visitas a pé no início da tarde, enquanto abril-junho e setembro-outubro oferecem a combinação mais fiável de dias quentes e noites suportáveis.
Meados de agosto trazem o Ferragosto, feriado a 15 do mês, quando os próprios sicilianos partem para a costa, pelo que as praias e localidades costeiras ficam genuinamente cheias enquanto as localidades do interior podem parecer sossegadas. Ferries e hidroplanadores ligam a Sicília às suas próprias ilhas — as Eólias, as Égadas, Ustica, Pantelleria e Lampedusa — e qualquer uma destas ligações pode ser suspensa por mar agitado, por vezes com poucas horas de aviso, por isso um itinerário fixo construído inteiramente em torno de uma única travessia comporta um risco real.
O incómodo é mínimo para a maioria dos padrões, mas junto de locais importantes — o Vale dos Templos, o centro de Palermo, a rua principal de Taormina — surgem por vezes vendedores insistentes a empurrar visitas ou guias sobrevalorizados; não há qualquer obrigação de aceitar, e as bilheteiras oficiais são sempre o caminho mais seguro. O álcool está disponível em todo o lado sem restrições, e um copo de vinho ao jantar é a norma e não a exceção.
Perguntas frequentes sobre as dicas de viagem para a Sicília
É preciso trocar dinheiro antes de visitar a Sicília?
Não. A Sicília usa o euro, por isso quem vem de qualquer país da zona euro não precisa de nenhum câmbio. O único custo a conhecer é o coperto, uma taxa de mesa de cerca de um a três euros por pessoa que a maioria dos restaurantes com serviço à mesa acrescenta à conta.
Como se chega ao centro da cidade a partir do aeroporto de Catânia ou de Palermo?
Tanto Catânia Fontanarossa como Palermo Punta Raisi ligam aos respetivos centros por autocarro e comboio, e há táxis disponíveis em ambos. Os balcões de aluguer de automóvel também estão nos dois aeroportos, o que convém a quem segue diretamente para o Etna, as Madonie ou mais além em vez de ficar na cidade.
O que é a ZTL e como se evita uma multa?
A ZTL (zona a traffico limitato) é uma zona de trânsito limitado fiscalizada por câmara no centro histórico de quase todas as localidades sicilianas. Entrar sem autorização resulta numa multa automática enviada por correio semanas depois. Estacionar na periferia do centro antigo e continuar a pé evita-a por completo.
Qual é a melhor altura para visitar a Sicília evitando o calor?
Abril-junho e setembro-outubro são os meses mais fiáveis, evitando tanto o calor regular acima dos 35 °C no interior em julho-agosto, com picos acima dos 40 °C, como a multidão do Ferragosto que atinge a costa por volta de 15 de agosto.
Os ferries para as ilhas sicilianas são fiáveis?
Circulam com frequência em época alta, mas qualquer travessia para as ilhas Eólias, as Égadas, Ustica, Pantelleria ou Lampedusa pode ser cancelada por mar agitado, por vezes com apenas algumas horas de aviso. Reservar um dia de folga em qualquer itinerário que dependa de uma travessia insular evita a maior parte dos contratempos.