Ferries and hydrofoils around Sicily
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Ferries and hydrofoils around Sicily

Quick Answer

Qual é a diferença entre um traghetto e um aliscafo na Sicília?

O traghetto é um ferry para carros mais lento e mais barato, que transporta veículos e navega com estabilidade mesmo em mar agitado. O aliscafo é um transporte de passageiros mais rápido e mais caro, que navega mais elevado sobre a água e tem maior probabilidade de ser cancelado ou atrasado em condições de mar agitado.

O único facto que rege qualquer viagem a uma ilha na Sicília

Quem planeia visitar qualquer uma das ilhas da Sicília precisa de interiorizar um facto antes de reservar seja o que for: os ferries e aliscafos aqui podem ser cancelados pelo mar, e os cancelamentos são frequentemente decididos e anunciados na própria manhã da travessia, não com dias de antecedência. Isto não é alarmismo — é simplesmente como o Mediterrâneo funciona em torno de ilhas pequenas e expostas, e é a razão pela qual os visitantes experientes deixam folga nos itinerários de ilha, em vez de marcar um voo de regresso para o mesmo dia em que planeiam sair de uma ilha. Todo o resto neste guia é mecânica: que porto, que empresa, que tipo de embarcação. Esta única regra é a coisa que realmente vale a pena reter.

Aliscafo ou traghetto: dois barcos muito diferentes

Todas as rotas regulares para uma ilha siciliana são servidas por um ou ambos os tipos de embarcação, e a escolha entre eles importa mais do que a maioria dos visitantes espera.

O aliscafo é a opção rápida — muitas vezes cobrindo uma rota em metade do tempo da alternativa —, navegando parcialmente sobre a água em foils depois de atingir velocidade. É apenas para passageiros, não transporta veículos, custa mais (normalmente entre um terço e metade mais do que a tarifa equivalente de ferry), e é claramente mais sensível a mar agitado: os serviços de aliscafo são os primeiros a ser suspensos quando o vento aumenta, já que o casco mais pequeno e leve navega com menos estabilidade em ondulação. Também costuma ter espaço de bagagem limitado e uma capacidade total de passageiros inferior à de um ferry.

O traghetto (ferry de carros) é mais lento, mais barato, e transporta veículos além de passageiros. Navega mais baixo e mais pesado na água, o que significa que continua a operar em condições de mar que impedem os aliscafos, e tem consideravelmente mais espaço para bagagem e para quem seja propenso a enjoo e queira poder circular em vez de ficar sentado numa cabine de aliscafo, estilo avião, durante toda a travessia. A contrapartida é o tempo: uma travessia de traghetto pode demorar o dobro, por vezes mais, do que a mesma rota num aliscafo.

A regra prática: escolha o aliscafo quando o tempo importar mais do que o conforto ou o orçamento e a previsão parecer estável; escolha o traghetto quando viajar com carro, for propenso a enjoo, viajar com crianças pequenas, ou quando a previsão for incerta e a fiabilidade importar mais do que a velocidade.

Os portos, um a um

Milazzo, na costa norte da Sicília entre Messina e Palermo, é a principal porta de entrada para as ilhas Eólias. Tem a maior frequência diária de travessias para Lipari e Vulcano de qualquer porto siciliano que sirva qualquer arquipélago, com travessias de cerca de 45–90 minutos, consoante a embarcação e a rota. Messina, Palermo e Nápoles também têm ligações às Eólias, mas com muito menos frequência.

Trapani e, em menor medida, Marsala servem as ilhas Égadas (Favignana, Levanzo, Marettimo), com as travessias mais curtas de qualquer arquipélago abordado neste site — apenas cerca de 20 minutos até Favignana no aliscafo mais rápido. Trapani também tem o ferry e ligações aéreas ocasionais a Pantelleria.

Palermo é o único porto no continente para Ustica, com um pequeno número de partidas diárias de aliscafo e uma opção de traghetto consideravelmente mais longa.

Porto Empedocle, perto de Agrigento, é o ponto de partida para Lampedusa e as ilhas Pelágicas, uma travessia consideravelmente mais longa (várias horas de ferry) do que qualquer outra rota neste guia, razão pela qual a maioria dos visitantes prefere voar.

Reservas: quando planear com antecedência e quando não se incomodar

Em julho e agosto, as rotas populares — Milazzo a Lipari, Trapani a Favignana — esgotam mesmo, sobretudo em partidas de fim de semana e em torno do feriado de Ferragosto, em meados de agosto; veja a Sicília em agosto para perceber como essa semana em particular perturba os horários e a afluência, para além dos próprios ferries.

Reservar um bilhete de ferry Milazzo–Lipari ou um bilhete de ferry Trapani–Favignana com antecedência nestas semanas elimina esse risco por completo. Fora da época alta, de outubro a maio, chegar à bilheteira no próprio dia da viagem costuma resultar bem em quase todas as rotas, exceto as mais pequenas e menos frequentes, como Marettimo ou as ilhas Eólias mais remotas de Filicudi e Alicudi.

Os bilhetes podem geralmente ser comprados diretamente nos sites das próprias operadoras de ferry ou nos balcões de venda no porto; para viajantes que preferem não comparar vários sites de operadores numa língua que não dominam, uma única reserva consolidada, como o bilhete de ferry Palermo–Ustica ou o bilhete de barco Lampedusa–Linosa, trata da mesma rota sem esse atrito.

O que realmente acontece quando uma travessia é cancelada

Os operadores normalmente reencaminham os passageiros afetados para a próxima travessia disponível sem custo adicional, mas “a próxima travessia disponível” pode estar a horas de distância, ou, num sistema meteorológico genuinamente mau de vários dias, ser apenas no dia seguinte. Não existe um regime de compensação comparável às regras da UE para atrasos de voos em rotas curtas de ferry doméstico, e os operadores não são obrigados a organizar transporte alternativo. Os viajantes que reservaram uma noite de margem absorvem isto sem consequências; os que marcaram um voo de regresso para a mesma tarde em que planeavam sair de uma ilha podem perdê-lo.

Este único hábito de planeamento — sempre uma noite de margem antes de qualquer voo seguinte — é o conselho mais valioso de todo este guia, e vale a pena repeti-lo em cada página individual de ilha: ilhas Eólias, ilhas Égadas, Ustica, Pantelleria e Lampedusa carregam todas o mesmo risco.

Ler uma previsão do tempo como um local antes de reservar

O estado do mar, e não a chuva, é o que realmente determina se uma travessia se realiza, e a direção do vento importa mais do que o valor da velocidade do vento por si só. Na costa norte da Sicília, o vento de norte ou noroeste (tramontana ou maestrale) é o que mais frequentemente perturba as travessias para as ilhas Eólias a partir de Milazzo, já que sopra diretamente sobre os fundeadouros expostos do arquipélago. Na costa oeste, o vento de oeste afeta de forma semelhante as rotas Trapani-Égadas e Trapani-Pantelleria.

Uma previsão que mostre vento moderado de uma direção abrigada raramente causa problemas; a mesma velocidade de vento vinda de uma direção exposta pode imobilizar os aliscafos durante o dia todo. Não é algo em que um visitante precise de se tornar perito — as autoridades portuárias e os operadores de ferry tomam a decisão, e verificar o site ou as redes sociais do próprio operador na noite anterior ou na manhã da travessia dá a imagem em tempo real mais fiável, bem antes de os blogues de viagem ou as aplicações meteorológicas genéricas apanharem um cancelamento local.

Comprar bilhetes: online, no porto, ou através de uma agência

Todos os grandes operadores de ferry e aliscafo que servem as ilhas da Sicília têm o seu próprio site de reservas, e comprar diretamente costuma ser a opção mais barata quando o site é fácil de usar. Na prática, vários operadores usam interfaces de reserva mais antigas, nem sempre disponíveis em inglês, e o atrito de idioma ou de pagamento leva alguns visitantes a reservar em vez disso através de um bilhete afiliado consolidado, com um pequeno acréscimo, apenas pela conveniência de um checkout claro numa interface familiar.

Comprar no porto no dia da viagem continua inteiramente possível fora da época alta e em rotas com várias partidas diárias, e é muitas vezes a abordagem mais simples para quem tem um horário flexível e nenhum horário de travessia específico a cumprir. O que não funciona bem: esperar até ao último minuto em julho ou agosto numa rota popular e esperar que um bilhete para o mesmo dia esteja disponível, já que estas travessias esgotam frequentemente um dia ou mais de antecedência durante as semanas mais movimentadas.

Enjoo, conforto e quem deve escolher que embarcação

O enjoo é uma preocupação real e comum na rede de ferries e aliscafos da Sicília, sobretudo nas travessias mais longas e expostas até às ilhas Eólias mais afastadas, Pantelleria e Lampedusa. A navegação mais baixa e estável do traghetto na água torna-o a opção mais confortável para quem é propenso a enjoo, e poder ficar de pé, circular ou sentar-se ao ar livre no convés aberto de um ferry de carros ajuda mais do que ficar sentado numa cabine fechada de aliscafo.

Os remédios comuns para o enjoo, vendidos sem receita e tomados bem antes de embarcar, e não quando os sintomas já começaram, funcionam tão bem aqui como em qualquer outra travessia marítima, e escolher um lugar mais próximo do centro da embarcação, onde o movimento é menos acentuado, ajuda em ambos os tipos de embarcação. As famílias que viajam com crianças pequenas devem preferir por defeito o traghetto em qualquer rota onde ambas as opções existam, pelas mesmas razões de conforto, e devem reservar tempo extra no dia, dada a duração mais longa da travessia de traghetto.

Ferries e animais de estimação

Animais de estimação pequenos são geralmente permitidos tanto em aliscafos como em ferries, normalmente numa transportadora para gatos e cães pequenos, com alguma flexibilidade adicional para cães bem-comportados com trela nos conveses abertos de um traghetto, em comparação com a cabine fechada de um aliscafo. As regras variam por operador e vale a pena confirmar diretamente, sobretudo para quem viaja com um cão maior, já que o espaço e as políticas específicas para animais diferem mais entre empresas do que entre rotas.

Carros, bagagem e detalhes práticos

Carros alugados podem ser levados no traghetto para ilhas que têm estradas que valham a pena percorrer — Lipari e Vulcano nas Eólias, ou Favignana no grupo das Égadas —, mas o espaço é limitado e deve ser reservado com antecedência para viagens de verão, e as tarifas de veículo são consideravelmente mais altas do que as tarifas de passageiro a pé.

Muitos visitantes optam por não levar carro nenhum, já que várias ilhas restringem veículos (Panarea) ou não têm uma rede de estradas digna desse nome (Alicudi, grande parte de Marettimo); veja os guias individuais de cada ilha para saber quais precisam realmente de um. O espaço de bagagem é geralmente adequado nos aliscafos para uma mala normal por passageiro, mas fica apertado em época alta, e chegar ao porto com margem de tempo, em vez de mesmo em cima da partida, evita a correria por espaço em porta-bagagens ou porão.

Chegar ao porto e embarcar

Os terminais de ferry sicilianos vão desde um edifício genuinamente moderno com um balcão de check-in adequado, como em Milazzo, até pouco mais do que um quiosque de bilhetes e uma área de fila assinalada em portos mais pequenos que servem rotas menos visitadas. Chegar 30 a 45 minutos antes de uma partida de aliscafo, e mais perto de uma hora antes de um ferry de carros, sobretudo com um veículo para embarcar, evita a correria que vem de deixar tudo em cima da hora, especialmente em época alta, quando as próprias filas na bilheteira podem demorar mais do que o esperado.

Os cartões de embarque são normalmente verificados contra um bilhete impresso ou digital e, em rotas internacionais ou mais longas, um passaporte ou cartão de identificação; as rotas domésticas entre ilhas dentro da Sicília geralmente exigem apenas o bilhete. A bagagem é tipicamente transportada pelo próprio passageiro nos aliscafos, enquanto os ferries de carros permitem o embarque tanto de passageiros a pé como de veículos por rampas separadas, normalmente com os veículos a embarcar primeiro.

Realidades fora e dentro da época alta

Fora da janela de junho a setembro, a rede de ferries da Sicília muda de forma visível: menos travessias diárias em todas as rotas, rotas inteiras para as ilhas mais pequenas por vezes reduzidas a duas ou três vezes por semana em vez de diariamente, e uma procura consideravelmente menor, o que significa quase nenhum risco de uma travessia esgotada.

Isto torna a viagem fora de época mais simples num aspeto, a pressão da reserva, mas mais difícil noutro: um cancelamento em novembro, quando a travessia seguinte pode não se realizar até ao dia seguinte, tem um efeito em cadeia muito maior num itinerário apertado do que o mesmo cancelamento em julho, quando outra partida costuma realizar-se dentro de poucas horas. Quem planear uma visita a uma ilha fora de época deve verificar diretamente com o operador o horário da semana específica, já que os horários mudam de ano para ano e um horário impresso de uma época anterior não é um substituto fiável.

O que custa

As tarifas variam consoante a distância e o tipo de embarcação, e não seguem uma estrutura única e fixa. Um pequeno trajeto de aliscafo como Trapani–Favignana custa uma fração de uma rota mais longa como Milazzo até às ilhas Eólias mais distantes, e o traghetto é sempre mais barato do que o aliscafo na mesma rota, muitas vezes num terço ou mais. Os bilhetes de ida e volta são, por vezes, mas nem sempre, mais baratos do que dois bilhetes de ida, e vale a pena verificar ambos ao reservar.

Um panorama mais amplo do que custam as excursões de barco e as excursões de um dia baseadas em ferry em todo o sistema insular está em quanto custa realmente um passeio de barco na Sicília, e o contexto de orçamento mais alargado da viagem está em quanto custa realmente uma semana na Sicília.

Ferries para a própria Sicília, versus ferries para as ilhas da Sicília

Este guia cobre os ferries entre ilhas dentro do sistema arquipelágico siciliano. Os ferries que chegam à Sicília a partir do continente italiano (Nápoles, Salerno, Génova) ou de outros países são um tema separado, abordado em ferries para a Sicília a partir do continente. Os dois sistemas partilham o mesmo risco básico de cancelamento por mau tempo, mas operam em rotas, horários e, na maioria dos casos, empresas completamente diferentes.

Perguntas frequentes sobre ferries e aliscafos na Sicília

Os ferries e aliscafos sicilianos podem ser cancelados?

Sim, e esta é a coisa mais importante a saber antes de reservar uma viagem a uma ilha. O mar agitado, mais frequentemente por causa do vento do que da chuva, pode suspender travessias com apenas algumas horas de aviso, por vezes anunciado na própria manhã da partida agendada.

Que portos são mais importantes para os ferries entre ilhas?

Milazzo para as ilhas Eólias, Trapani ou Marsala para as ilhas Égadas, Palermo para Ustica, Trapani para Pantelleria, e Porto Empedocle para Lampedusa. Cada um serve um arquipélago diferente e não são intermutáveis.

Vale a pena reservar bilhetes de ferry com antecedência?

Em julho e agosto, sim, já que as rotas populares esgotam, sobretudo aos fins de semana. Fora da época alta, comprar um bilhete no próprio dia, no porto, costuma ser viável, embora reservar com antecedência elimine por completo esse risco.

É possível levar um carro alugado num ferry siciliano?

Sim, no traghetto (ferry de carros), embora o espaço seja limitado e deva ser reservado com antecedência para viagens de verão. Os aliscafos são apenas para passageiros e não transportam veículos.

Quanta bagagem se pode levar num aliscafo?

Bagagem de porão normal não é problema, mas os aliscafos têm menos espaço de armazenamento do que os ferries e podem ficar cheios em época alta, por isso vale a pena chegar cedo para garantir espaço para malas maiores.

O que acontece se o ferry for cancelado?

Os operadores normalmente reencaminham os passageiros para a próxima travessia disponível sem custo adicional, mas essa travessia pode ser horas ou um dia inteiro depois. É por isso que um dia de margem antes de qualquer voo seguinte importa mais aqui do que em quase qualquer outro ponto da Sicília.

O aliscafo é sempre mais rápido do que o ferry?

Sim, em todas as rotas onde ambos existem, embora a diferença seja mais significativa em rotas longas do que em rotas curtas. Numa travessia de 20 minutos como Trapani a Favignana, o tempo poupado é modesto; numa rota mais longa até às ilhas Eólias mais afastadas, pode poupar bem mais do que uma hora.

É possível comprar um bilhete de ferry no porto no próprio dia da viagem?

Normalmente sim, fora de julho e agosto ou em rotas com várias partidas diárias. Nas rotas de verão mais movimentadas e nas ligações menos frequentes a ilhas remotas, reservar com antecedência elimina o risco de chegar a uma travessia esgotada.

Todas as rotas de ferry sicilianas transportam veículos?

Não. Os aliscafos são apenas para passageiros em todas as rotas. Só o traghetto (ferry de carros) transporta veículos, e nem todos os arquipélagos têm uma opção com transporte de carro em todos os trajetos, sobretudo para as ilhas mais pequenas e menos desenvolvidas.

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